Sismufi cobra revisão de medidas na saúde e valorização da Estratégia Saúde da Família

Durante reunião com a categoria o sindicato levantou situações de improviso nas estruturas físicas para comportar as equipes e sobrecarga de trabalho.
Nesta segunda-feira (24), o Sindicato dos Servidores Municipais de Foz do Iguaçu (SISMUFI) encaminhou dois ofícios às secretarias de Saúde e de Administração, cobrando medidas e pontuando reivindicações relacionadas ao funcionamento das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e à valorização dos profissionais vinculados à Estratégia Saúde da Família (ESF).
Fechamento das UBS no período da tarde
No Ofício nº 0131/2026, enviado ao secretário de Saúde, Fábio de Mello, o sindicato alerta para os impactos da redução do funcionamento das UBS Três Bandeiras, Três Lagoas, Vila C Velha e Vila Carimã.
O encerramento do atendimento vespertino prejudica trabalhadores e cidadãos com dificuldade de deslocamento.
A medida sobrecarrega as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), que passam a absorver demandas da Atenção Primária.
Servidores relataram falta de tempo para reorganizar suas rotinas, além de preocupações com sobrecarga, insuficiência de recursos humanos e estrutura física das unidades.
O SISMUFI solicita reavaliação da decisão, estudos sobre os impactos da medida, planejamento de recursos humanos e diálogo prévio com os trabalhadores.
Criação de adicional/gratificação para profissionais da ESF
Já no Ofício nº 0132/2026, destinado à secretária de Administração, Larissa Ferreira, o sindicato pede abertura de estudos para criação de uma gratificação específica aos profissionais da Estratégia Saúde da Família.
A atuação na ESF envolve acompanhamento contínuo das famílias, visitas domiciliares, ações de prevenção e cumprimento de metas e indicadores.
Os servidores destacaram sobrecarga de trabalho e insuficiência de recursos humanos.
O sindicato sugere que o município avalie modelos já adotados em cidades como Cascavel/PR, mas adaptando-os à realidade local.
Entre as reivindicações estão: constituição de grupo de trabalho, levantamento dos profissionais atuantes na ESF, estudo de impacto orçamentário e definição de critérios transparentes para concessão da gratificação.
O presidente do SISMUFI, Aldevir Hanke, reforçou que as cobranças buscam garantir tanto o direito da população ao atendimento de qualidade quanto condições dignas de trabalho para os servidores.